Domingo, Maio 06, 2012


Sigo no horizonte
Tentando sentir o meu abraço
Algo que não tem enigma
Sem traços e rabiscos
As palavras seguem seu rumo
As agonias do peito,
Levam as pétalas das flores pra bem longe
O cheiro das rosas não intimida
O que eu quero sentir.
A solidão que não tem perfume
Uma simples flor
Se sentindo só.

Sil Kaiala

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Poeta

O brilho das estrelas reluz à noite
No céu uma imensidão de poetas brilha
Com seus versos soltos no ar.
Sem ter pra onde ir
Sigo seus versos pelo horizonte
Sigo meu caminho tentando te encontrar poeta
Andei, andei, andei...
Com os pés descalços sinto a nevoeiro entrar
Misera ventania.
Por onde andei não sei dizer...
Poeta, onde tu andas?
Saio à procura de seus versos
Vários encontros e desencontros
Anseios e desejos
Meu peito ruge e grita alto:
Sol não se desmanche
Não me deixe só
Lá se vai o brilho dos meus versos
Dando lugar as estrelas.
Sigo, há onde o tempo me levar,
Repousarei sobre a calmaria do mar,
Acalantando-me através do segredo das palavras.
Transcrevo em versos o que eu quero dizer.
Poema segue seu rumo
Vai em direção ao poeta
Busca o teu destino
Atravessa o meu peito
E dê passagem ao que é mais belo
A vontade de viver recitando
Rabiscos soltos no ar.

Sil Kaiala

Indignação

Seis horas da manhã
Não se houve a galo cantar,
Só os sons das bombas e de helicópteros.
SUSTO!
O desespero toma conta da comunidade
O peito explode com o que se vê lá fora
Os homens maus seguem,
Vão em direção as flores
Desmatam sem dó e nem piedade.
Apagam do peito dos moradores,
Anos de histórias construídas.
O MEDO!
O ÓDIO!
A DOR!
O DESESPERO!
Tomam conta da alma dessas pessoas.
O que fazer?
Apenas perguntas soltas no ar
Até onde isso vai chegar?
Crianças choram com medo dos homens maus
Mesmo assim o massacre continua.
REVOLTAS!
LUTAS!
Guerreiros e Guerreiras
Enfrentam os vilões da história.
Vidas inocentes esmagadas
Sonhos deixados para traz
Suas vidas tiradas
Seus desejos violados
O desespero dos seus entes queridos,
Não fazem os homens maus pararem de ferir o peito
dos moradores de Pinheirinho.
REVOLTAS!
INDIGNAÇÃO!
Do luto à luta!
Quando as flores vão voltar a nascer novamente?
Quando as flores vão brotar nos rostos das crianças inocentes?
Até quando?
Onde isso vai parar?

Minha solidariedade aTod@s que Moram no Pinheirinho!
  Sil Kaiala

Domingo, Janeiro 15, 2012

Lá Fora


Poeta,

Não te vejo...
Sinto seus versos iluminando as águas.
Lá fora,
O som se perdia no vazio,
O azul do céu

Cintila raios luminosos,
Arrepia-me,

Sinto a brisa bater na minha face
Envolvo-me entre os versos que me aquece
Poemas voam soltos
A procura do seu curso.
Poeta,
Não te Vejo
Apenas sinto seus versos tocando meu peito....
                                  Sil Kaiala

Quinta-feira, Janeiro 12, 2012

Lua


Olhar para ti
Belas inspirações
Escrever belas canções
No infinito onde te encontras.

Lua
Soberana Lua... 
Musa inspiradora 
Cantada em verso
Com seus tantos segredos

Lua
Inesquecíveis canções
Deixa-la se transformar em canção.
O que seduz,
Poeta, amante

Olhares,
Lua
               Sil Kaiala

Domingo, Janeiro 08, 2012

Voltei Pra Ti!

Vivo por um segundo
Escrevo pensamentos soltos
Busco o ar que respiro
Acordo sem ter você ao lado.
De longe te vejo,
Te desejo!
Assim se faz o encontro...
Vivo por um segundo
Escrevo pensamentos soltos.
Voltei pra ti.
Aqui estou!

                Sil Kaiala

Você

É só pensar em você...
Meus pensamentos ficam soltos no ar,
O dia demora pra passar,
As coisas perdem os sentidos,
Procuro respostas,
O que eu sinto?
Explodir o peito,
Sonhar por ti,
Sonhar em ti,
Tentar descobrir,
O que realmente eu sinto por ti.
O que eu sinto?
É só pensar em você...
                                     Sil Kaiala

Sábado, Outubro 22, 2011

Nativa de Favela

Venho falar de minhas mãos cansadas...
Do meu rosto marcado...
Da minha alma dolorida...
Da grande fúria rosa choque...
Da minha afro ascendência que me faz rica e forte
E governa a minha consciência!
Quando morre uma guerreira em qualquer canto do planeta
Eis que o mundo perde mais uma fonte enciclopédica
Minha atenção especial vai para minhas irmãs de guerra
Mulheres negras, ou, se não negras... Nativas de Favela!
No rebento recebi meu fardo imposto pelo machismo instituído
Que existe desde que mundo é mundo com o objetivo de nos inferiorizar...
Na escala, sou dentre as mulheres, a que paga o maior preço
Pois sou negra, e ser negra é dureza em qualquer lugar
Devido aos traços, cabelos e lábios que até hoje ninguém respeita
Indicaram-me a boneca barbie e a rainha xuxa...Ora, veja!
Encheram a minha cabeça de branca de neve, cinderela e rapunzel...
Foi muita luta pra assumir meu Black, mas tudo bem, meu limite é o céu...
Balancei mas não cai e pretendo não parar por aí!
Identifiquei e pontuei os erros e estou aqui pra correção
Grandes temporais se anunciam com uma leve brisa...
E uma simples fagulha, pode iniciar o fogo da rebelião!



By: Irís Mariá

Domingo, Setembro 18, 2011

C onquistando
O
O lhar
P oético
E ntre
R imas
I mprovisos
F orça
A titude!
    Isso é COOPERIFA!

Quinta-feira, Agosto 11, 2011

O Pulsar



Cá dentro tudo pulsa,
O pulsar das cordas musicais
Ofega bravamente a minha alma,
Pura poesia.
O meu singelo poema
Estremece com o sangue do meu corpo,
Dentro de mim a poesia arqueja
Envolvendo minhas artérias
Levando para o consciente,
Subconsciente
O amor que tenho pelo o risco
Pelo Poema que escrevo.
Nascendo de dentro do meu eu
Indo com toda força para o papel
Rabiscando palavras soltas,
Eu desabafo!
Mesmo que meu coração pare
Minha respiração cesse
Continuarei a pulsar
Minhas poesias cantadas
Eternamente. 

Sil Kaiala

Terça-feira, Agosto 09, 2011

Devora-me

Nota-me
Canta-me,
Escreve-me,
Sou Sua
Sua frase nua.
Improvisa-me
Cifra-me
Quero te encontrar
No ritmo do seu corpo
Sua ousadia.
Envolve-me
Arranha- me
Ama-me
Toca-me
A ti irei
Até o infinito
Do teu ser.
Canto palavras soltas
Nossa orquestra
Nossa canção.

Domingo, Julho 31, 2011

Meu sorriso
Meu olhar,
Mostra a deusa que sou!
Meu peito em pranto
Arde como brasa.
As Musas dos poetas
Eu sou!
Poesia e luz
Onde alimento de mim
o nascer da ilusão.
Encontros perdidos em versos,
Eu sou!
Nada mais.


Sil Kaiala
Amanhece
E as águas do oceano
Transmite calmaria.
O meu eu,
Aquece como o sol que brilha ao olhar de Oxum.
Grito,
Grito alto para poder esbravejar a agonia que sinto.
O mar sereno,
Vai de encontro com o meu eu.
Odô Fé Iabá!
Meu infinito,
Sigo,
Sigo na fé
E trago comigo a luz que preciso

Sil Kaiala