domingo, outubro 07, 2012

Enigma dos Olhos



Sentir o Ar sombrio
Miragem sem rumo
Meu mundo.
Uma gota seca
Decifra a mulher do meu intimo.
Lá se vai o Suspiro
Vai perdido no tempo...
Dentro dos meus olhos
O frio congela minha alma inquieta
Mundo real

Meu Tempo!!!!

Sil Kaiala

segunda-feira, agosto 20, 2012

Minha Pele





Minha pele

Traduz o silêncio da noite.

Agarro-me ao sossego das palavras
que desenham minha pele, feito tatuagem.

Na essência do meu EU,
exalo meu silêncio.

No suspiro do meu EU,
ventos tatuam meu rosto.

Sinto minha pele como uma canção

Que ainda me aquece
Na escuridão que habita meu corpo.
Ao toque do meu suspiro
A força pulsa alto
As batidas do meu coração.


    Sil Kaiala 

domingo, junho 10, 2012

Nossa Dor



Chorar a dor fincada no peito
Corroem o coração de uma mãe,
Pelos sonhos destruídos
No silêncio, na escuridão,
Entre gritos e revoltas,
De uma triste despedida.
O silêncio que carrega refletiu seu desespero
Pela perda de seus diamantes
De uma vida sem volta
Um caminho de tortura
Das suas ingênuas aventuras
Como Heróis urbanos.
Jovens-Soldados
Seres descartáveis
Lixos que não servem
Para o mundo do trafico.
Preso as correntes
Seus olhos passeiam
Sentindo as grades arrancarem de seus peitos
O sofrimento preso as suas vidas.
INDIGNAÇÃO!        
Só as mães que carregam essa dor
Sabem a revolta que trazem consigo
De uma alma que grita por Justiça.
Mães guerreiras
Do Luto à luta
Para que o sol ressurja
Deixe-ir sem lágrimas
De uma tristeza sem fim.

Sil Kaiala



sexta-feira, junho 08, 2012

Carícias


No seu íntimo as pétalas se modificam
Simples como uma pluma
Flor de todas as carícias.
Elas brotam com o amanhecer da primavera.
Delicada
Misteriosa
Cheias de encanto,
Possui o poder de atrair quem a deseja.
Pétala Nua,
Perde os sentidos
Entrelaçados de néctar.
Ao sentir seu cheiro
Faz arder de desejo
Com um simples beijo
Quem tem o poder de possuí-la.

Sil Kaiala

domingo, maio 06, 2012


Sigo no horizonte
Tentando sentir o meu abraço
Algo que não tem enigma
Sem traços e rabiscos
As palavras seguem seu rumo
As agonias do peito,
Levam as pétalas das flores pra bem longe
O cheiro das rosas não intimida
O que eu quero sentir.
A solidão que não tem perfume
Uma simples flor
Se sentindo só.

Sil Kaiala

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Poeta


O brilho das estrelas reluz à noite,

No céu uma imensidão de poetas brilha
Com seus versos soltos no ar.
Sem ter pra onde ir
Sigo seus versos pelo horizonte
Sigo meu caminho tentando te encontrar poeta
Andei, andei, andei...
Com os pés descalços sinto a nevoeiro entrar
Misera ventania.
Por onde andei não sei dizer...
Poeta, onde tu andas?
Saio à procura de seus versos
Vários encontros e desencontros
Anseios e desejos
Meu peito ruge e grita alto:
Sol não se desmanche
Não me deixe só
Lá se vai o brilho dos meus versos
Dando lugar as estrelas.
Sigo, por onde o tempo me levar,
Repousarei sobre a calmaria do mar,
Acalantando-me através do segredo das palavras.
Transcrevo em versos o que eu quero dizer.
Poema segue seu rumo
Vai em direção ao poeta
Busca o teu destino
Atravessa o meu peito
E dê passagem ao que é mais belo
A vontade de viver recitando
Rabiscos soltos no ar.

Sil Kaiala

Indignação

Seis horas da manhã
Não se houve a galo cantar,
Só os sons das bombas e de helicópteros.
SUSTO!
O desespero toma conta da comunidade
O peito explode com o que se vê lá fora
Os homens maus seguem,
Vão em direção as flores
Desmatam sem dó e nem piedade.
Apagam do peito dos moradores,
Anos de histórias construídas.
O MEDO!
O ÓDIO!
A DOR!
O DESESPERO!
Tomam conta da alma dessas pessoas.
O que fazer?
Apenas perguntas soltas no ar
Até onde isso vai chegar?
Crianças choram com medo dos homens maus
Mesmo assim o massacre continua.
REVOLTAS!
LUTAS!
Guerreiros e Guerreiras
Enfrentam os vilões da história.
Vidas inocentes esmagadas
Sonhos deixados para traz
Suas vidas tiradas
Seus desejos violados
O desespero dos seus entes queridos,
Não fazem os homens maus pararem de ferir o peito
dos moradores de Pinheirinho.
REVOLTAS!
INDIGNAÇÃO!
Do luto à luta!
Quando as flores vão voltar a nascer novamente?
Quando as flores vão brotar nos rostos das crianças inocentes?
Até quando?
Onde isso vai parar?

Minha solidariedade aTod@s que Moram no Pinheirinho!
  Sil Kaiala

domingo, janeiro 15, 2012

Lá Fora


Poeta,

Não te vejo...
Sinto seus versos iluminando as águas.
Lá fora,
O som se perdia no vazio,
O azul do céu

Cintila raios luminosos,
Arrepia-me,

Sinto a brisa bater na minha face
Envolvo-me entre os versos que me aquece
Poemas voam soltos
A procura do seu curso.
Poeta,
Não te Vejo
Apenas sinto seus versos tocando meu peito....
                                  Sil Kaiala

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Lua


Olhar para ti
Belas inspirações
Escrever belas canções
No infinito onde te encontras.

Lua
Soberana Lua... 
Musa inspiradora 
Cantada em verso
Com seus tantos segredos

Lua
Inesquecíveis canções
Deixa-la se transformar em canção.
O que seduz,
Poeta, amante

Olhares,
Lua
               Sil Kaiala

domingo, janeiro 08, 2012

Voltei Pra Ti!

Vivo por um segundo
Escrevo pensamentos soltos
Busco o ar que respiro
Acordo sem ter você ao lado.
De longe te vejo,
Te desejo!
Assim se faz o encontro...
Vivo por um segundo
Escrevo pensamentos soltos.
Voltei pra ti.
Aqui estou!

                Sil Kaiala

Você

É só pensar em você...
Meus pensamentos ficam soltos no ar,
O dia demora pra passar,
As coisas perdem os sentidos,
Procuro respostas,
O que eu sinto?
Explodir o peito,
Sonhar por ti,
Sonhar em ti,
Tentar descobrir,
O que realmente eu sinto por ti.
O que eu sinto?
É só pensar em você...
                                     Sil Kaiala

sábado, outubro 22, 2011

Nativa de Favela

Venho falar de minhas mãos cansadas...
Do meu rosto marcado...
Da minha alma dolorida...
Da grande fúria rosa choque...
Da minha afro ascendência que me faz rica e forte
E governa a minha consciência!
Quando morre uma guerreira em qualquer canto do planeta
Eis que o mundo perde mais uma fonte enciclopédica
Minha atenção especial vai para minhas irmãs de guerra
Mulheres negras, ou, se não negras... Nativas de Favela!
No rebento recebi meu fardo imposto pelo machismo instituído
Que existe desde que mundo é mundo com o objetivo de nos inferiorizar...
Na escala, sou dentre as mulheres, a que paga o maior preço
Pois sou negra, e ser negra é dureza em qualquer lugar
Devido aos traços, cabelos e lábios que até hoje ninguém respeita
Indicaram-me a boneca barbie e a rainha xuxa...Ora, veja!
Encheram a minha cabeça de branca de neve, cinderela e rapunzel...
Foi muita luta pra assumir meu Black, mas tudo bem, meu limite é o céu...
Balancei mas não cai e pretendo não parar por aí!
Identifiquei e pontuei os erros e estou aqui pra correção
Grandes temporais se anunciam com uma leve brisa...
E uma simples fagulha, pode iniciar o fogo da rebelião!



By: Irís Mariá

domingo, setembro 18, 2011

C onquistando
O
O lhar
P oético
E ntre
R imas
I mprovisos
F orça
A titude!
    Isso é COOPERIFA!

quinta-feira, agosto 11, 2011

O Pulsar



Cá dentro tudo pulsa,
O pulsar das cordas musicais
Ofega bravamente a minha alma,
Pura poesia.
O meu singelo poema
Estremece com o sangue do meu corpo,
Dentro de mim a poesia arqueja
Envolvendo minhas artérias
Levando para o consciente,
Subconsciente
O amor que tenho pelo o risco
Pelo Poema que escrevo.
Nascendo de dentro do meu eu
Indo com toda força para o papel
Rabiscando palavras soltas,
Eu desabafo!
Mesmo que meu coração pare
Minha respiração cesse
Continuarei a pulsar
Minhas poesias cantadas
Eternamente. 

Sil Kaiala

terça-feira, agosto 09, 2011

Devora-me

Nota-me
Canta-me,
Escreve-me,
Sou Sua
Sua frase nua.
Improvisa-me
Cifra-me
Quero te encontrar
No ritmo do seu corpo
Sua ousadia.
Envolve-me
Arranha- me
Ama-me
Toca-me
A ti irei
Até o infinito
Do teu ser.
Canto palavras soltas
Nossa orquestra
Nossa canção.

domingo, julho 31, 2011

Meu sorriso
Meu olhar,
Mostra a deusa que sou!
Meu peito em pranto
Arde como brasa.
As Musas dos poetas
Eu sou!
Poesia e luz
Onde alimento de mim
o nascer da ilusão.
Encontros perdidos em versos,
Eu sou!
Nada mais.


Sil Kaiala
Amanhece
E as águas do oceano
Transmite calmaria.
O meu eu,
Aquece como o sol que brilha ao olhar de Oxum.
Grito,
Grito alto para poder esbravejar a agonia que sinto.
O mar sereno,
Vai de encontro com o meu eu.
Odô Fé Iabá!
Meu infinito,
Sigo,
Sigo na fé
E trago comigo a luz que preciso

Sil Kaiala

terça-feira, julho 05, 2011

Amizade repentina
Olhar de menina
Canto de mulher
Abraço cheio de luz
Dom que nos conduz
Admiro o que vejo
Amo o que sinto
Preservo essa amizade
Porque sei que é verdade!


By: Zaira Aragão  ( Sol)

domingo, julho 03, 2011

Espelho

A solidez
A lucidez
Palavras são espelhos
Envolve-me brisa,
Cheiro de ira,
Para refletir os olhos.
Bem retratada
Registra só o que reflete
Espelho em que se responde a noite.
Num instante,
Por um instante
Um espelho...
Desvio o olhar
Me faz recuar
O meu outro a sorrir
Assim eu sou
Minhas faces
O espelho eu sou!



Sil Kaiala

Minha Essência

Na essência do meu eu
Onde o retumbar das palavras
Habitam em mim.
Com as ruínas em descompasso,
Estarei viva.
Onde não há palavras.
Não estarei livre.
Estreiteza,
Cada vez que grito
Com os meus olhos.
Sou uma mata,
Sou uma selva agitada
Que canto a lua.
Sou uma deusa
Livre por várias trilhas.
Sigo sem rumo
A procura das Palavras....


Sil Kaiala